sexta-feira, 2 de outubro de 2020
O que são os domínios morfoclimáticos ?
sábado, 19 de setembro de 2020
Climas do Brasil
Primeiro passo é identificarmos o que é clima.
Como está o clima aí onde você mora ?
O clima tá pesado ? Perigoso ?
O clima é um dia chuvoso apenas?
Não estamos falando do clima do ambiente social que vive nem do estado momentâneo da atmosfera (tempo). O clima que estamos falando refere-se a verificações contínuas de características atmosféricas. Com um recorte de 30 anos de dados, tais como: temperatura, chuvas e umidade da atmosfera, podemos designar padrões climáticos.
Há diferentes formas de classificar o clima. E enquanto não é feita uma brasileira, destacam-se duas mais famosas. Temos a de Koppën (pioneira, é mais específica e utilizada pelo IBGE) e a de Strahler (baseada na dinâmica atmosférica, massas de ar e precipitações e mais comum nas provas brasileiras).
Então é desta última que mastigaremos os climas no Brasil. Pega a visão:
Sabemos que o território brasileiro está localizado em cerca de 92% na região intertropical. Isto é: de Norte ao Sul atravessa a linha do latitudinal que recebe mais raios solares (L. Equador), ultrapassa o Trópico de Capricórnio, até o Rio Grande do Sul encontrar o Uruguai.
Assim sendo, o Brasil vai receber a influência das massas de ar próximas dessas regiões. Vale lembrar que são cinco (mPa, mTa, mTc, mEa, mEc) grandes massas de ar (porções da atm carregadas dos atributos de onde são formadas) que atuam no território brasileiro. Além dos fatores climáticos, temos dessa combinação sete climas brasileiros, conforme Strahler. Somadas contribuições, são eles:
1 - Equatorial úmido: próximo a Linha do Equador, com predomínio da mEc no verão, e ainda da mEa, está praticamente na área da Floresta Amazônica. Temos aqui uma temperatura constantemente alta e elevados índices de chuva e umidade. Em laranja no mapa - Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia, parte do Pará, Maranhão, Roraima e Mato Grosso).
2 - Equatorial semiúmido: variação das massas de ar do clima Equatorial úmido em virtude das modificações do relevo(planalto das guianas). Ocorre por isso um menor volume de chuvas. Em vermelho no mapa - parte de Roraima e Pará.
3 - Tropical: ocupa todo o planalto central estendendo-se a SE e NE do território. Há um predomínio da mTc entre abril e setembro (período de estiagem - seco) e atuação da mEc e mTa levando umidade a essas regiões. Temos assim um temperatura quente, com duas estações bem definida entre seca e mais úmida.
Em azul claro do mapa - Goiás, Tocantins, Brasília, parte do Maranhão, Piauí, Ceará, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais.
4 - Tropical de altitude: variação do clima tropical com interferência dos planaltos centrais e as serras do SE (serras Mar e Mantiqueira). As médias térmicas serão mais amenas pelo fator da altitude (abaixo dos 18°C). Em azul escuro no mapa - parte do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul.
5 - Tropical litorâneo: também é uma variação do clima tropical por causa da maritimidade e da mTa ao longo da faixa atlântica do litoral brasileiro. Assim há uma elevação das temperaturas e uma maior umidade. As chuvas ficam intensas de março a agosto no NE e de dezembro a março no SE. Em rosa no mapa, ocorre do litoral de Rio Grande do Norte ao de São Paulo.
6 - Subtropical: ao sul do Trópico de Capricórnio, em parte planalto meridional, praticamente na região sul brasileira temos um clima de predomínio da mPa. Ocorre aqui mais frentes frias, que provocam chuvas constantes, baixas temperaturas. Possui um verão suave e durante o inverno podemos observar geadas e precipitações de neve.
7 - Semiárido: localizado praticamente no chamado polígono das secas, conhecido como sertão nordestino, caracteriza-se pela escassez de chuva. A mTa, mEa não conseguem atuar na região. Somente chuvas bem sazonais(irregulares) ocorrem na região e, por vezes, não ocorrem. Com isso, as médias térmicas serão elevadas, o ambiente será mais seco e haverá também um alta amplitude térmica no local.
São esses nossos climas segundo o Strahler. Lembrando que os climas podem variar conforme as mudanças climáticas forem mitigadas ou alterações alterações persistirem.
Fonte: CYPRIANO, K.M.P.
sexta-feira, 4 de setembro de 2020
O Ciclo das Rochas
As rochas são agregados consolidados de minerais (átomos microscópicos organizados, homogêneos, inorgânicos, cristalizados → sólidos simétricos) oriundos de diversos processos da dinâmica terrestre. Elas estão em constantes transformações, tanto interna quanto externamente acompanham a dinâmica da natureza da Terra. É como nos lembra o químico A. Lavoisier: "na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma", assim também ocorre com esses elementos mais duros da natureza, as rochas. Em variantes temporais de milhares de anos ou em curtas atividades tectônicas, vulcânicas, temos o ciclo das rochas.
Apesar disso tudo, vamos com calma ! São bem simples. Você, provavelmente, já esteve em contato com algumas dessas rochas comuns em muitas residências.
Existem três principais tipos:
As rochas ígneas ou magmáticas
Onde tudo começou em relação às rochas e de onde, em grande parte, outras derivam. São as rochas oriundas do fogo (ignis) ou do material magmático extravasado do interior da Terra. Quando chegam na superfície, logo esfriam, formando um tipo de rocha - no caso, basáltica. Ou ainda podem esfriar mais lentamente no interior da crosta terrestre (continental ou oceânica) formando os granitos (uma rocha ígnea intrusiva).
Então, elas podem seguir dois caminhos no ciclo, ou se transformar em rochas metamórficas ou sedimentares.
Para as rochas metamórficas, elas sofrem um processo chamado de metamorfismo.
Fácil, não? Bem, nem tanto assim! Vamos lá:
O processo de metamorfismo é a mudança externa ou interna na crosta terrestre de rochas submetidas a pressão e temperatura diferentes do seu estado de formação. Geram com isso outras rochas a partir do rocha matriz (protolito). Mudam nesse processo de estrutura e textura.
Enquanto que para as rochas sedimentares ocorrem alguns processos a mais, até possivelmente gerar uma nova rocha. Das rochas ígneas até às sedimentares ocorrem o Intemperismo - desagregação da rocha, Erosão - agentes do movimento dos detritos, Transporte - meios como água, gelo, vento que encaminham a erosão, Deposição - assentamento dos grãos, Diagênese - mudança em adaptação a novas condições físicas e químicas, e Litificação - consolidação da rocha.
As rochas metamórficas
Estas são oriundas do processo de metamorfismo acima descrito. Podem vir de rochas ígneas, sedimentares ou mesmo de outras metamórficas. Elas mudam quando é alterado as condições físicas e químicas de sua origem, sendo menos densas que as ígneas e mais que as sedimentares. Normalmente, explicam eventos tectônicas do passado.
Como exemplo, temos o mármore ou a árdosia (é aquela rocha cinza presente em muitos quintais ou calçadas no SE brasileiro).
No ciclo podem ser transformadas em sedimentares por meio dos mesmos processos (I, E, T, D, D, L) descritos nas Ígneas. Ou ainda podem ser refundidas em magmas, processo denominada anatexia. Assim, os elementos reconfiguram em outra rocha ígnea mais tarde a partir dos constantes movimentos das placas tectônicas vivenciados.
As rochas sedimentares
Por fim e não menos importante, temos as rochas formadas a partir de pequeníssimos fragmentos ou pedaços maiores de rochas. As rochas sedimentares podem estar separadas (clásticos) como na areia de praias ou nas lamas dos manguezais, em suspensão atmosférica (nas nuvens) ou, enfim, litificadas (consolidadas em rocha).
Elas são os produtos na superfície terrestre do desgaste de qualquer outra rocha, inclusive de outras sedimentares. E pelo processo de metamorfismo, podem ser transformadas em rochas metamórficas. Passam pelos processos acima descritos de I, E, T, D, D, L.
Formam cerca de 75% da exposição superficial rochosa da Terra, embora não sejam a maior em quantidades totais (apenas 5%).
Contêm normalmente matérias de origem orgânica (restos de vegetais, animais). Estes geram intenso interesse econômico atualmente, sobretudo por causa do petróleo, gás natural e carvão mineral contidos nos locais de deposição dos sedimentos, chamados de bacias sedimentares. Vale destacar também que são os locais onde são encontrados os fósseis, os vestígios de seres vivos que servem para compreender a origem e a evolução da vida.
Como exemplo do tipo sedimentar, temos o arenito e o calcário. Destacam-se por serem mais porosas do que as demais rochas, assim como menos resistentes.
(Resumo esquemático do autor)Eis portanto o ciclo existente há muito anos. Por vezes imperceptível ao olhar existencial humano, mas comum na evolução geológica das crostas da Terra.
(Fonte: CYPRIANO, K.M.P., 2020)
sábado, 15 de agosto de 2020
Impactos Ambientais: Ilhas de calor | Inversão térmica | Chuva ácida | Lixo
Os impactos ambientais em microescala geográfica são constantemente observados, pois fazem parte do cotidiano das cidades. Se você vive em algum centro urbano, é possível que você já tenha sentido algum desses abaixo:
Inversão
térmica: É um acontecimento natural da circulação do ar,
pois o ar frio, denso que chegue a qualquer momento ficará para baixo do quente.
Contudo nos centros urbanos e industrializados, uma camada de poluentes
impedirá o ar quente circule para as camada mais frias, permanecendo frio por um período maior que o normal. Provoca, assim, uma
concentração de moléculas de poluentes que agravam irritações respiratórias. É normalmente observado no início da manhã em períodos do inverno.
Ilha de calor:
É a elevação da temperatura nos grandes centros urbanizados. Ocorre sobre
grandes cidades, que têm os solos impermeabilizados pelo asfalto e carros que
emitem poluentes tóxicos. Onde possuem concentração de grandes prédios de
concreto e a ausência de áreas verdes. Tais condições que dificultam a dispersão de calor. Nesses locais, portanto, a temperatura média é de 3 a 10°C maior que as áreas vizinhas
Chuva ácida: Pela emissão de poluentes ácidos por indústrias, carros, termelétricas, etc., para a atmosfera. Ocorrendo uma foto-oxidação com a água presente nas nuvens e precipitando uma chuva com o ph ácido (abaixo de 7) na própria área e nas áreas ao redor. Destrói plantações e edifícios, acidifica lagos e altera ecossistemas, além de um risco a saúde humana.
O alto consumo dos centros urbanos, nos fazem pensar sobre os resíduos não aproveitados. Para onde vai o seu lixo? Os lixões são locais onde eram despejados os lixos sem o menor tratamento. A incineração é a própria queima do lixo, mas gera gases poluentes que devem ser tratados. A compostagem é separação de material orgânico, colocado para sofrer uma degradação biológica mais rápida; servindo como adubo. Um dos locais mais buscados para destino dos lixos são os aterros sanitários. É um espaço destinado à deposição final de resíduos sólidos gerados pela atividade humana, provenientes de residências, indústrias, hospitais, construções. Consiste em camadas alternadas de lixo e terra que evita mau cheiro e a proliferação de animais. Coleta-se os líquidos e gases, que por sua vez podem ser reciclados ou mitigar ao máximo seus impactos ambientais.
Fonte: Cypriano, K. M. P.
Para entender os fenômenos, acesse: https://youtu.be/c6c5JYwYAB0 e https://youtu.be/K8HU1q16Df0
sábado, 1 de agosto de 2020
Impactos ambientais: efeito estufa, mudanças climáticas e a camada de ozônio
Quando falamos de impactos ambientais estamos falando dos impactos no meio ambiente - em geral, de todos os fatores externos que agem de forma permanente sobre os seres vivos que devem buscar se adaptar de alguma modo para então sobreviver. As alterações podem ser levadas em consideração por duas escalas de análise.
Em macroescala geográfica, podemos observar dois fenômenos mais comumente observados e com certa influência dos seres humanos. Primeiramente temos o fenômeno do Efeito Estufa, que consiste na retenção de calor irradiado pela superfície terrestre nas partículas de gases, aerossóis e de vapor d'água na atmosfera. É um fenômeno natural que mantêm a temperatura média no planeta em torno dos 15°C. Habitável assim para diferentes espécies, inclusive a humana, que se adaptaram à temperatura por um longo tempo.
Esse efeito pode ser alterado por diferentes atividades naturais como as erupções vulcânicas, ciclo solares, e também pela influência antrópica (humana).
Esta influência acontece quando algumas práticas humanas nos últimos duzentos anos vêm aumentando os Gases de Efeito Estufa (GEE), os que retêm o calor na atmosfera. O principal deles é o dióxido de carbono, oriundo dos combustíveis fósseis e amplamente utilizado na indústria moderna, é referência para aferir a quantidade dos gases estufa.
Sabe-se por experiências laboratoriais que o CO2 retêm o calor irradiado (infravermelho, comprimento de onda maior) e que alguns satélites capturaram evidências que demonstram essas ondas não escapando para o espaço sideral como outrora. Assim, diante de detecções em diferentes pontos da atmosfera e ainda por escavações paleoclimáticas em geleiras para identificar o passado, realizadas por estudos do IPCC (principal mecanismo científico de avaliação climática no mundo, composto por diferentes especialistas), tem-se a amostra que o CO2 aumentou de forma rápida ultimamente. Junto com demais GEE como o metano, óxido nitroso, entre outros; combinando, justamente, com o período do desenvolvimento industrial.
Assim, intensifica-se o efeito estufa acelerando as mudanças climáticas. As estimativas futuras, com isso, variam de acordo com as práticas humanas nas emissões de poluentes fósseis. A temperatura pode aumentar de 2 a 6°C trazendo consequências danosas, sobretudo para as populações mais vulneráveis economicamente.
Outras consequências são os derretimentos das calotas polares e glaciares de montanhas (diminuição da criosfera), alterações na circulação oceânica (termohalina), acidificação do oceano (30% do CO2 é absorvido pelo oceano), aumento do nível dos oceanos, maior ocorrência de extremos climáticos, etc. (conforme o IPCC, 2013).
Uma alternativa é ampliar o uso de energias renováveis, como a solar e a eólica; diminuir o desmatamento; e um maior uso dos transportes coletivos. Medidas, em geral, que reduzem o uso de combustíveis fósseis ou que sequestram o CO2, no caso das árvores.
Há ainda uma tentativa de desenvolver geoengenharias (IPCC,2013) para mitigar os impactos. Muitas inviáveis, mas podem servir de referência para boas práticas.
O que você pode fazer ?
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Outro impacto identificado e que já vem sendo mitigado. É o conhecido buraco na camada de ozônio (O3).
A camada de ozônio é uma camada natural da atmosfera no planeta Terra que apresenta um comportamento pequeno de variação na sua espessura natural.
Presente na estratosfera entre 30-50Km de altitude, a camada oferece uma proteção contra a alta incidência da radiação ultravioleta (UVB) oriunda do sol. Sem ela, seriam mais altos os casos de câncer de pele, catarata e uma diminuição da capacidade de fotossíntese das plantas.
A questão veio à tona quando foi descoberto um afinamento/abertura desta camada. Desde então buscou-se explicações para tal evento. Descobrindo-se na década de 1980 a influência, sobretudo dos clorofluorcarbonos (CFCs), numa reação com o ozônio. Eles ascendiam até o nível da camada onde reagiam fotoquimicamente em cadeia.
Feito na década de 1930 e largamente utilizado na fabricação de geladeiras, aparelhos de ar condicionado, aerossóis diversos, etc.; foi reconhecido como causador da anomalia e acordado o fim de seu uso em 1987 no âmbito do Protocolo de Montreal (CA).
Hoje já se encontra banido na fábricas e há sinais de melhora, mas estima-se que a camada de ozônio somente recomponha-se originalmente entre 2050 a 2060. O que serve de exemplo de reequilíbrio alterando um hábitos equivocado.
sábado, 11 de julho de 2020
Hierarquia Urbana: Conceitos
segunda-feira, 18 de maio de 2020
Resumo sobre a China
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